Lobito Atlantic Railway, gestora da ferrovia que liga Benguela à fronteira com a RDC, abriu os cordões à bolsa e encomendou meios que já estão entre as aquisições projectadas no quadro do empréstimo norte-americano. Com o reforço dos 1330 quilómetros de linha também no horizonte, trio que forma a concessionária revela, como apurou o NJ, que não deve ficar à espera do fecho das negociações, mas garante que terá o dinheiro da maior potência mundial.
Enquanto aguarda pelo empréstimo da Corporação Financeira Internacional dos Estados Unidos da América (DFC), a concessionária dos serviços ferroviários e logística do Corredor do Lobito aplicou capitais próprios na compra de 100 vagões porta-contentores, a primeira parte de um total de 275, numa operação que abriu as portas ao regresso dos chineses à plataforma logística depois do abandono em desacordo com o Governo angolano.
Facto curioso é que a Lobito Atlantic Railway (LAR) encomendou à China Railway Rolling Stock Corporation (CRRC), fabricante estatal, uma quantidade equiparada àquela que tenciona – acima de 370 – obter no quadro do financiamento de 550 milhões de dólares dos Estados Unidos.
Meios rolantes, com realce para vagões, e reforço da linha são algumas das prioridades para a LAR, detentora de um contrato de concessão de 30 anos, pelo qual pagou ao Estado angolano um prémio de cem milhões de dólares.
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