Terça-feira, Maio 26, 2026

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Netanyahu ordena ocupação militar de toda a faixa de Gaza

O anúncio surge após o Hamas ter recusado depor armas e admitir estar perante “um novo confronto” com Israel. Telavive garante que se não agir “agora”, “os reféns morrerão de fome” na Faixa de Gaza.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou esta segunda-feira a ocupação militar de toda a faixa de Gaza, incluindo zonas onde estão a ser mantidos reféns pelo movimento islamita palestiniano Hamas, avançaram fontes do gabinete do executivo ao Jerusalem Post.

“A decisão foi tomada: Israel vai ocupar a Faixa de Gaza”, disseram as fontes, sublinhando que “o Hamas não libertará mais reféns sem uma rendição total“. “Nós não nos renderemos. Se não agirmos agora, os reféns morrerão de fome e Gaza permanecerá sob o controlo do Hamas”, acrescentaram.

A mesma fonte adianta, também, que “o gabinete do primeiro-ministro transmitiu a mensagem ao chefe do Estado-Maior (do Exército, Eyal Zamir)” e que se a decisão não lhe agradar, então será melhor demitir-se.

A informação sobre a ordem dada às Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) foi avançada também pelo canal i24 e pela EuroNews, na sequência da recusa do Hamas em depor as armas, mesmo depois de grande parte dos países árabes terem apelado a tal publicamente e de o movimento ter divulgado vídeos de reféns israelitas em condições de saúde precárias.

O governo israelita aprovou, também esta segunda-feira, um plano para o desenvolvimento das comunidades no oeste do deserto do Negev, que, segundo o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, visa duplicar a população das localidades junto da Faixa de Gaza.

“Vamos abrir e acolher Ofakim, Netivot, Meerhavim, Eshkol, Sahar Negev e Sdot Negev. Pretendemos desenvolver zonas industriais, promover centros de inovação e investigação e também estabelecer a primeira aldeia paralímpica deste tipo em Israel para atletas com deficiência”, declarou Benjamin Netanyahu, durante a reunião do executivo que aprovou a medida, de acordo com um comunicado do seu gabinete.

O conflito na Faixa de Gaza foi desencadeado pelos ataques de 7 de outubro de 2023, onde foram também feitos perto de 250 reféns. Em retaliação, Israel lançou uma vasta operação militar no território, que já provocou mais de 60 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo Hamas, a destruição de quase todas as infraestruturas do enclave e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

Além disso, o enclave tem estado sujeito a um bloqueio por Israel, acumulando-se relatos de fome entre a população, que foi agravada pelo afastamento das agências humanitárias da ONU e organizações não-governamentais de ajuda humanitária.

OBSERVADOR

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