Terça-feira, Maio 26, 2026

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PGR ordena detenção do secretário de mobilização da JURA e de jornalista da TPA, acusados de financiamento ao terrorismo e instigação de actos de subversão a ordem

A Procuradoria-Geral da República (PGR) ordenou esta quinta-feira,7, a detenções do secretário nacional da mobilização da Juventude Unida Revolucionária de Angola (JURA), organização juvenil da UNITA, Oliveira Francisco, 32 anos, e um jornalista da Televisão Pública de Angola (TPA), Carlos Tomé, de 38, detido nas instalações da TPA, sob a acusação dos crimes de associação criminosa, falsificação de documentos, terrorismo e financiamento ao terrorismo, apurou o Novo Jornal junto do Serviço de Investigação Criminal (SIC)

egundo o SIC, a detenção destes cidadãos decorreu de “uma aturada investigação em curso, que detectou a participação directa dos dois homens numa associação criminosa que se dedicava à promoção, instigação de actos de subversão a ordem, e manipulação de informação, recorrendo a plataformas digitais”.

Para além do secretário nacional da mobilização da JURA e do jornalista da TPA, o SIC deteve também outro cidadão de 58 anos, pela mesma acusação.

Ao Novo Jornal, o secretário-geral da Juventude Unida Revolucionária de Angola (JURA), Nelito Ekuikui, disse que foi com espanto que a JURA tomou conhecimento da detenção do seu secretário nacional para a mobilização, nas primeiras horas desta quinta-feira, e que, até às 20:00, não tiveram qualquer informação a respeito da detenção, mesmo após ter contactado o SIC e o Ministério do Interior (MININT) durante o dia inteiro.

Segundo Nelito Ekuikui, foi através do telejornal da TPA que a JURA tomou conhecimento da acusação. Ekuiki assegura que a detenção de Oliveira Francisco é efectivamente por motivação política.

Conforme o secretário-geral da JURA, o seu secretário nacional da mobilização foi torturado física e psicologicamente pelas forças de defesa e segurança.

Quanto à acusação, a JURA diz não fazer qualquer sentido, mas realça que não basta acusar, é preciso provar.

Segundo Nelito Ekuikui, uma equipa de advogados está a caminho do SIC-geral, em Cacuaco, para inteirar-se da detenção.

As autoridades não assumem que estas três detenções estejam relacionadas com os tumultos registados nos dias 28, 29 e 30 de Julho, que provocaram 30 mortos, mas as fontes do Novo Jornal na Polícia não descartam tal possibilidade

NJ

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